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10 AGOSTO

A ROMARIA DE PORTUGAL | LAMEGO CHEGOU AO PORTO

10 AGOSTO

A ROMARIA DE PORTUGAL | LAMEGO CHEGOU AO PORTO

09 AGOSTO

Apresentação Pública no Teatro Ribeiro Conceição . Lamego

06 JULHO

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DEGRAUS DA HISTÓRIA

Festas dos Remédios

Marcha Luminosa

Batalha de Flores

Procissão de Triunfo

ARQUIVO DE CARTAZES

1903|1914

1930-1939

1940-1949

1950-1959

1960-1969

1970-1979

1980-1989

1990-1999

2000-2009

2010-2019

Festas dos Remédios

Degraus da História

As tradicionais festas em honra da padroeira da cidade de Lamego remontam ao século XIV, mais concretamente ao ano de 1361, quando o então Bispo de Lamego, D. Durão, instituiu o culto a Santo Estêvão, de quem era particular devoto. No alto do Monte dos Fragões, hoje Monte de Santo Estêvão, nome que lhe ficou exatamente pela fundação da ermida, foi edificada por este Bispo uma capela em honra desse santo mártir da cristandade. Esta localização permitia ao ilustre prelado avistá-la do seu paço Episcopal, edifício que é atualmente ocupado pelo Museu. Nessa época, o Cabido da Sé, os Raçoeiros de Almacave e os Frades do Convento de S. Francisco iam em procissão duas vezes ao ano a Sto. Estêvão: uma em Maio, no dia da Santa Cruz e outra a 3 de Agosto, dia de Santo Estêvão, tal como havia ficado previamente acordado com D. Durão. As romagens assim continuaram até 1564, quando o bispo construtor, D. Manuel de Noronha, mandou edificar uma nova capela, situada algures onde se encontra hoje a sacristia do atual Santuário, demolindo aquela edificada por D. Durão que ameaçava ruir. Com a edificação desta nova capela surge a evocação e o culto a N. S. dos Remédios, imagem que o mesmo Bispo terá mandado vir de Roma a expensas suas. Com o andar dos tempos o culto a N. S. dos Remédios tornou-se mais evidente, pois era esse o sentimento popular, que gradualmente foi substituindo as antigas romagens ao Santo Protomártir. Em 1711 Frei Agostinho de Santa Maria que editara a obra “Santuário Mariano …” dá-nos conta desse facto ao referir: “a Senhora com as suas maravilhas e grandes milagres, fez que já hoje se não nomeie aquela casa com o título de Protomártir Estevão, senão pela casa da Senhora dos Remédios”. As romagens em honra de Santo Estêvão ainda se mantiveram até aos anos 40/50, altura em que definitivamente se extinguia o culto a este santo mártir. A 14 de Fevereiro de 1750 é lançada a primeira pedra para a edificação do Santuário de N. S. dos Remédios. Da eleição de 4 de Agosto de 1748 resultava uma nova Mesa da Irmandade, e à sua cabeça estava o então mentor deste novo projeto, o cónego terceário José Pinto Teixeira. Tinha como incumbência a fundação dum projeto arrojado e de grande magnitude, mas que de certa forma correspondia já às necessidades da época, pois o culto à N. S. dos Remédios era já enorme e de grande fama, não só em Lamego, como na região e mesmo em Portugal. Deste projeto pouco ou nada se sabe, pois terá ardido, segundo consta pela boca do povo, num incêndio ocorrido em casa do Visconde de Guedes Teixeira, que era o Juiz da Irmandade. Não sendo cabalmente verdade, pois não existem provas, diz-se que o provável autor do projeto terá sido o famoso arquiteto italiano Nicolau Nasoni. É certo que Nasoni esteve em Lamego em diversas épocas e que existem trabalhos seus na Catedral da Sé e sabe-se que a Fonte do largo do adro do Santuário é da sua autoria, pois existem pagamentos que lhe foram feitos por essa obra. No dia 22 de Julho de 1761 é dada por concluída a capela e é nesta altura que as romagens e as festividades em honra da padroeira da cidade de Lamego conhecem um novo fôlego.

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Marcha Luminosa - Degraus da História

DEGRAUS DA HISTÓRIA

Festas dos Remédios

Marcha Luminosa

Batalha de Flores

Procissão de Triunfo

ARQUIVO DE CARTAZES

1903|1914

1930-1939

1940-1949

1950-1959

1960-1969

1970-1979

1980-1989

1990-1999

2000-2009

2010-2019

Marcha Luminosa

Degraus da História

A Marcha Luminosa surgiu em Lamego pela primeira vez no cartaz das Festas dos Remédios no ano de 1924. As informações sobre esta e sobre as primeiras Marchas Luminosas de Lamego são diminutas, pois não conseguimos saber quem a organizou, nem qual o seu verdadeiro interesse em apresentá-la em Lamego. Sabemos que este evento foi inspirado nas célebres Marchas Milanesas e que por isso, por vezes, também por cá lhes atribuíam essa denominação. Sabe-se no entanto que em outras romarias do norte de Portugal esse número era organizado e apreciado pelos romeiros, tentando assim fazer-se em Lamego com o mesmo intuito. Desta primeira Marcha Luminosa e das que lhe seguiram, as apreciações não foram muito favoráveis. Para além de o certame contar com pouca participação, o seu efeito não alcançou o mesmo interesse e brilho da Batalha de Flores. A Marcha Luminosa teve um percurso ao longo dos anos um pouco acidentado, pois por diversas vezes não se realizou, só teve um percurso regular e mais participativo já decorriam os anos 50. A eletrificação dos carros permitiu um efeito e uma maior criatividades, dando-lhe um novo fôlego e uma nova dinâmica. Os carros eram feitos exclusivamente em Lamego e por lamecenses, quer a título particular, quer por diversas coletividades da cidade. O exemplo mais ilustrativo foi o Rancho de Fafel que durante alguns anos apresentou o seu carro. Já nos anos 80 surge em Lamego a organização da Marcha Luminosa feita com uma empresa privada oriunda de Felgueiras, empresa essa que há muito organizava essas mesmas marchas noutros pontos do país. Quer pela dimensão dos carros, quer pela sua exuberância e magnífica criatividade os lamecenses ficaram desde então cativados por esta empresa familiar que já conta com quatro gerações.

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Batalha de Flores - Degraus da História

DEGRAUS DA HISTÓRIA

Festas dos Remédios

Marcha Luminosa

Batalha de Flores

Procissão de Triunfo

ARQUIVO DE CARTAZES

1903|1914

1930-1939

1940-1949

1950-1959

1960-1969

1970-1979

1980-1989

1990-1999

2000-2009

2010-2019

Batalha de Flores

Degraus da História

Se as notícias sobre a Marcha Luminosa eram parcas, já as da Batalha de Flores são imensas. Aliás, a grande novidade das Festas dos Remédios de 1914, ano em que se realizou o primeiro evento, foi efetivamente a Batalha de Flores. Muito antes do início das festas a cidade já tinha conhecimento que o Grupo Sport de Lamego estava a preparar um novo número que iria animar a cidade. Só não se sabia é que esse número iria ser a principal atração da romaria desse ano. Os carros todos eles eram feitos em Lamego e por lamecenses e estava em disputa alguns prémios para os mais bem apresentados e festivos. Neste primeiro evento os grandes vencedores foram Américo Maçãs e Dr. João de Almeida, pessoas bem conhecidas na Lamego de então. Durante anos, a Batalha de Flores foi sem dúvida o número festivo que mais apreciadores atraía, havendo, por vezes, na atribuição dos prémios algumas discordâncias. Os carros quase todos eles eram de tração animal, sendo o cavalo o mais usual, mas também havia quem utilizasse o burro, o automóvel ou mesmo a bicicleta. A imagem aqui apresentada, sinais de outros tempos, aquilata bem o interesse e a curiosidade dos espectadores, que em torno das ruas Padre Alfredo P. Teixeira – Marquês do Pombal – Praça do Comércio e Almacave, não queriam perder este curioso e interessante desfile alegórico. A Batalha de Flores ao longo dos anos, fruto da crescente dificuldade de arranjar quem elaborasse os carros e quem neles figurasse, deixou de se fazer, só muito mais tarde voltou ao cartaz das festas. A Marcha Luminosa e Batalha de Flores pouco diferem entre si, aspeto que em nossa opinião em anos futuros deverá ter outro enquadramento e tratamento. A Batalha de Flores não deixa de ser ainda assim uma das principais atrações das Festas em Honra de N. S. dos Remédios e tem um enorme potencial do ponto de vista lúdico, recreativo e cultural.

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DEGRAUS DA HISTÓRIA

Festas dos Remédios

Marcha Luminosa

Batalha de Flores

Procissão de Triunfo

ARQUIVO DE CARTAZES

1903|1914

1930-1939

1940-1949

1950-1959

1960-1969

1970-1979

1980-1989

1990-1999

2000-2009

2010-2019

Procissão de Triunfo

Degraus da História

Com a conclusão do Santuário e com o crescente fervor popular em relação ao culto da N. S. dos Remédios, esta procissão surge como prova de gratidão à N. S. dos Remédios, pela proteção e benefícios concedidos ao longo de todo o ano. As romagens ao santuário são agora transformadas em procissão, embora ainda hoje se assista anualmente a uma peregrinação ao santuário, herança das que outrora se realizavam. Só nos anos quarenta é que definitivamente se deixaram de fazer estas romagens que foram iniciadas com o culto a Santo Estevão. “A Procissão de Triunfo” tal como a conhecemos hoje, remonta já ao Séc. XIX. É provável que esta mesma procissão tenha raízes mais recuadas, mas não existe documentação que as valide. Recentemente, o trabalho do Padre João Teixeira, O Rosto de Lamego, baseado nas atas e restante documentação existente no santuário, emanadas das diversas irmandades, esclarece que a primeira procissão data de 1894, embora se tenham realizado outras que possam ter sido fonte inspiradora da que se faz. Já no final do Séc. XIX temos informação fidedigna sobre o seu itinerário. Inicialmente a Procissão de Triunfo só terminava no fim-de-semana seguinte, quando os andores ou parte deles eram levados de Santa Cruz para o Santuário, o que também se fazia de forma processional, embora com menos brilho e esplendor. O grande fator diferenciador da “Procissão de Triunfo” em relação a outras procissões realizadas quer em Lamego quer em outras terras de Portugal, é o facto de os seus andores serem transportados por juntas de bois. É também em parte pela componente humana: o andor dedicado a N. S. dos Remédios, onde a presença de inúmeras crianças assume particular importância, torna inviável o seu transporte pela força humana. Este facto foi sancionado pela Sagrada Consagração dos ritos da Santa Sé, após solicitação da Irmandade dos Remédios, o que é motivo de orgulho para todos os lamecenses. A procissão integra todas as instituições religiosas, civis e militares, para além de um grande número de figurantes, tornando-a ainda mais rica do ponto de vista religioso e estético. Acorrem neste dia a Lamego milhares de pessoas oriundas de todo o Portugal, para assim assistirem à mais afamada das procissões portuguesas, justo e merecido título que há longos anos as irmandades de N. S. dos Remédios têm sabido manter e conservar.

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  • Centro Multiusos de Lamego, Loja 6 | 5100-096 LAMEGO
    Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.  | www.aromariadeportugal.pt


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